Pai de bebê de 10 meses vítima de estupro soube de morte da filha ao voltar de viagem: ‘Acabou com a minha vida’

  • 17/07/2026
(Foto: Reprodução)
Bebê de 10 meses morre após ser vítima de estupro; o que se sabe sobre o caso Erisvaldo Almeida, pai da bebê de 10 meses que morreu após ser vítima de estupro, disse que ficou sabendo da morte da filha quando retornava de uma viagem. A própria mãe da criança ligou para falar da tragédia. O pai falou que, desde o crime, não consegue fazer atividades básicas, como sair de casa e se alimentar. O crime aconteceu nesta segunda-feira (13), no bairro Dionísio Torres. “Não estou suportando. Acabou com a minha vida, eles acabaram com a minha vida, esses desgraçados. Eu ainda estou tão em choque que eu não saio de casa, não como, eu não consigo... Eu não consigo entender como é que um ser humano tem coragem de fazer isso com uma criança, um bebê de 10 meses”, complementou Erisvaldo. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Erisvaldo e a mãe da criança estão separados há 2 meses. Além da bebê de 10 meses, eles têm um filho de 3 anos. Foi a própria ex-mulher quem ligou para falar sobre a morte da filha. Erisvaldo disse que, no primeiro momento, ela falou que a criança havia sido asfixiada com um lençol. “Eu fiquei em choque, em pânico”, lembrou. LEIA TAMBÉM: Pai de bebê de 10 meses vítima de estupro conta que não conseguiu participar do enterro da filha: ‘Não caiu a ficha’ Suspeitos de estupro e morte de bebê de 10 meses têm prisão preventiva decretada pela Justiça Mãe de bebê de 10 meses morta vítima de estupro estava em casa e achava que filha estava engasgada Preso por morte de bebê vítima de estupro tinha envolvimento amoroso com a mãe da criança Bebê de 10 meses morre vítima de estupro em Fortaleza O pai da menina voltava para Fortaleza, onde mora, quando recebeu a ligação da ex-mulher. “Aí eu comecei a ligar para a família, o pessoal não me dizia nada, dizia só a mesma coisa, ou ela tinha sido asfixiada, ou ela tinha dormido por cima da menina”, comentou o pai. “Eu não tenho força nem para sair de casa, para ir atrás de fazer qualquer coisa, eu não consigo acreditar nisso… Quando vem na minha mente ela sorrindo para mim na videoconferência quando eu ligava pra ela, [a morte] não vem na minha mente. Eu não acredito, não estou acreditando, não caiu a ficha”, lamentou o pai. A mãe da criança estava no local onde o crime aconteceu e acreditou, inicialmente, que a filha estivesse engasgada. Por isso, chamou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. Como o socorro não chegou, ela decidiu levar a bebê a uma unidade de saúde por conta própria. Pai não conseguiu acompanhar enterro Erisvando falou ainda que não conseguiu acompanhar o enterro da filha. “[No velório], eu pedi o meu momento, o resto da família dela [mãe da criança] atendeu. Eu fiquei ‘um pedaço’ só com a minha filha. Fui para o velório, fui para todos os cantos, mas não consegui enterrar a minha filha de jeito nenhum”, disse Erisvaldo sobre o baque com a morte da filha. Após o crime, dois suspeitos foram presos: Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, e Roberto Levy Oliveira Magalhães, 26. Francisco Ray tinha um relacionamento com a mãe da criança. Eles estavam em um apartamento no bairro Dionísio Torres. Junto com o casal estava Roberto Levy, primo de Francisco Ray. Levy foi encontrado com o corpo em cima da bebê. A criança foi levada a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos. A defesa de Francisco Ray Rodrigues Magalhães, representada pela advogada Gleyce Kelly Leitão, disse que o cliente colabora com as investigações, tendo inclusive se submetido voluntariamente à coleta de material genético. "Esclarece, ainda, que seu cliente afirma não estar sequer no mesmo quarto em que a criança dormia, circunstância que será devidamente analisada no curso da investigação", complementa (leia a nota na íntegra abaixo). Já a defesa de Roberto Levy Oliveira Magalhães não foi localizada. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), profissionais da saúde constataram no hospital que a criança havia sido vítima de violência sexual. A bebê não resistiu aos ferimentos e morreu. A SSPDS não divulgou detalhes sobre a dinâmica do crime, o momento em que o estupro ocorreu nem como foi a operação das equipes de emergência. Soube de estupro na delegacia A criança morreu em uma casa no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. Governo do Ceará/Reprodução O pai disse que, ao chegar em Fortaleza, ele foi para uma delegacia tentar entender o que tinha acontecido. Na unidade policial, Erisvaldo disse que ouviu de agentes que havia a suspeita que a filha tinha sido estuprada. “Eles falaram: ‘é o seguinte, até o momento, a sua filha não foi asfixiada, ela foi, ela não morreu por conta própria. Ela foi morta, porque as partes íntimas dela estavam com marcas vermelhas como se fosse sangue’”, lembrou o pai sobre as informações que recebeu dos policiais. “Eu estou totalmente revoltado, indignado, eu estou querendo justiça de todas as formas”, reforçou o pai. Além dos dois homens presos em flagrante, outras pessoas foram levadas à delegacia para prestar esclarecimentos. Conforme a Secretaria, a Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos da Perícia Forense e dá continuidade às investigações para esclarecer as circunstâncias do caso. A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) informou, em nota, que foram realizados os exames periciais no local da ocorrência e o exame cadavérico. Leia a nota da defesa de Francisco Ray na íntegra: "A defesa técnica de um dos investigados no caso envolvendo a morte da criança, o namorado da genitora, informa que acompanha as investigações com absoluta confiança no trabalho das autoridades competentes. O constituinte desta defesa permanece à inteira disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários, tendo, inclusive, se submetido voluntariamente à coleta de material genético. A defesa aguarda a conclusão dos laudos periciais, imprescindíveis para o esclarecimento técnico dos fatos. Esclarece, ainda, que seu cliente afirma não estar sequer no mesmo quarto em que a criança dormia, circunstância que será devidamente analisada no curso da investigação. A defesa ressalta que qualquer juízo antecipado, especialmente por meio de linchamento virtual antes da conclusão das investigações e da produção das provas periciais, representa grave risco à própria busca da verdade, além de afrontar garantias constitucionais como a presunção de inocência e o devido processo legal. Por respeito à investigação e à sociedade, a defesa somente voltará a se manifestar após a conclusão dos laudos técnicos." Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

FONTE: https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2026/07/17/pai-de-bebe-de-10-meses-vitima-de-estupro-soube-de-morte-da-filha-ao-voltar-de-viagem-acabou-com-a-minha-vida.ghtml


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